Real Edifício de Mafra

Composto por um palácio, uma basílica, um convento, um jardim e uma tapada, o Real Edifício de Mafra foi uma das obras mais emblemáticas do reinado de D. João V (1689-1750).

Um monumento único, inscrito a 7 Julho de 2019 como Património Mundial da UNESCO.

 

O Palácio

Construído em cumprimento de um voto para obter sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria (1683-1754), transformou-se num dos mais relevantes monumentos do Barroco italiano fora de Itália. O projeto ficou a cargo do alemão Johann Friedrich Ludwig (1673-1752) e a primeira pedra foi lançada em 1717, na presença de toda a Corte portuguesa.

O Palácio de Mafra, desde a sua construção e até ao final da monarquia, foi usado como residência da Família Real quando esta se deslocava a Mafra para assistir a festas religiosas ou para caçar. Foi uma das residências preferidas de D. João VI (1767-1826), que aí passou largas temporadas, antes da partida da Corte para o Brasil, em 1807.

A Basílica

Da Basílica, destaca-se o conjunto de seis órgãos históricos e os dois carrilhões das torres sineiras, vindos da Flandres, somando todo o conjunto sineiro, 98 sinos. Além deste importantíssimo património de cariz musical, de realçar ainda a importante estatuária da fachada, da Galilé e do interior, da autoria de mestres italianos, que constitui a mais significativa coleção de escultura italiana barroca existente fora de Itália.

O Convento

No Convento, que recebeu os frades da Ordem de São Francisco da Arrábida e depois os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, encontra-se uma curiosa enfermaria do século XVIII, assim como aquela que é considerada uma das mais magníficas bibliotecas do Rococó em todo o mundo, com um valioso acervo de cerca de 36.000 volumes, datados dos séculos XV ao XIX, um ex libris da ilustração esclarecida do século XVIII e das poucas que previa a incorporação de “livros proibidos”.

O Jardim

No Jardim do Cerco, uma antiga cerca conventual com diversos tipos de árvores silvestres, é ainda possível encontrar parte de um aqueduto de 5 quilómetros e uma grande nora, que distribui a água vinda das minas e nascentes da Tapada pelo espaço do jardim.

A Real Tapada

A Tapada de Mafra foi criada em 1744, por decreto do rei D. João V, mas o muro de alvenaria e cal apenas começou a ser construído em 1747. Foram precisos outros três anos para o concluir e para tapar uma área com cerca de 1200 hectares. Este espaço florestal serviu para abastecer o Convento e o Palácio de Mafra com lenha e água, mas também como espaço de plantação de pomares de fruta e ervas medicinais. A Tapada de Mafra foi criada também com o objetivo de proporcionar à Família Real e à Corte portuguesa um espaço de lazer e de recreio venatório.

 

Como visitar cada uma das partes do Real Edifício


A Tapada Nacional de Mafra é uma floresta única e pode ser visitada todos os dias. Sendo que para isso, deve escolher uma ou mais experiências disponíveis.
Todas as informações sobre as experiências, horários e bilhetes podem ser consultadas no site.
> Programa para o público em geral

Palácio Nacional de Mafra e o Convento
Aberto todos os dias, exceto 3ª feiras.
Das 09h30 às 17h30 (última entrada 16h45).
Esta informação não dispensa a consulta no site http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/palacio-nacional-de-mafra/

Biblioteca (leitores – por marcação prévia):
Segundas, quartas, quintas e sextas-feiras.
Das 09h30 às 13h30 e das 14h00 às 16h00
Dias de Encerramento:
Terças-feiras e nos dias 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, Quinta-feira da Ascensão/Espiga (Feriado Municipal) e 25 de Dezembro

Basílica
Aberto todos os dias, exceto 3ª feiras:
09h30/11h00 – 11h15/12h30 (última entrada 12h15)
14h00/16h00 – 16h15/17h30

Missas na Basílica de Mafra
Terça-feira a sábado às 18h00.
Domingo às 11h30.