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Defesa da Floresta

Defesa da Floresta

Dentro da Tapada Nacional de Mafra (TNM), uma área murada, vigiada, com uma boa rede viária e que possui uma equipa de Sapadores Florestais para uma rápida primeira intervenção, podemos considerar que o risco de incêndio é de baixo a moderado.
No entanto, há sempre o risco de incêndios vindos do exterior.

A zona de risco de incêndio mais elevado, abrange toda a fronteira Nordeste que apresenta como principal tipo de coberto, povoamentos de eucalipto com mato bastante desenvolvido, as encostas são com declives acentuados e a exposição das encostas face às direcções dos ventos correspondentes, faz com que ocorra uma maior intensidade da frente de chamas.
Esta zona, ao ter sido poupada pelos incêndios dos últimos anos, apresenta uma acumulação elevada de biomassa, é considerada a de maior perigo de incêndio actualmente existente para a TNM.
É de salientar ainda que estes povoamentos estendem-se até ao limite divisional da Tapada Nacional de Mafra e, parte das copas das árvores junto ao limite, tocam-se com as do interior da TNM, criando assim uma continuidade entre o exterior e interior da mesma

No limite Noroeste da Tapada Nacional de Mafra, o perigo de incêndio provém, essencialmente, da Quinta da Barroca, uma zona densamente arborizada, junto ao limite da TNM, apenas separadas por uma estrada nacional sendo constituída por eucaliptais densos e com uma extensão considerável.
Se juntarmos este facto à topografia da zona (muito acidentada) e aos difíceis acessos, podemos considerar esta zona como de risco de incêndio moderado.
Foi precisamente nesta zona que se deu o inicio do fogo no dia 11 de Setembro de 2003, que consumiu cerca de 70% da área da Tapada Nacional de Mafra.

PLANO DE FOGO CONTROLADO

A área de matos é de 52% da área percorrida pelo incêndio de Setembro de 2003, a tendência natural é a regeneração natural das áreas de matos e a sua expansão para outras áreas ardidas, especialmente as urzes e fetos.

Com este plano, pretende-se inverter esta tendência criando descontinuidades que promovam a compartimentação do espaço florestal e, ao mesmo tempo, melhorar as condições para a fauna cinegética e a reconversão das áreas de matos, especialmente as dominadas pelos fetos e urzes.

Na área não ardida, os matos ocupam 31.2 % da área. Aqui o fogo controlado será utilizado, essencialmente, para controlar a carga de combustíveis, sem procurar alterar significativamente a área ocupada pelos matos.
Com esta estratégia de mosaico, com zonas prescritas para fogo controlado e zonas sem intervenção, promove-se o efeito de orla que promove várias populações de fauna selvagem, veado, gamo, coelho, perdiz, entre outras.

A Tapada Nacional de Mafra colabora com o dispositivo DFCI municipal, com a equipa interna de Sapadores Florestais vigiando não só a sua área mas também patrulhando a área envolvente.
Adicionalmente, a TNM dispõe de duas viaturas pesadas de combate a incêndios, tripuladas por funcionários da TNM nos dias de maior risco.
A TNM tem também uma estreita colaboração com o GTF de Mafra, em termos de apoio técnico.