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Chegou o outono e com ele a Brama e você pode assistir à noite a este acontecimento anual.

11 Set Chegou o outono e com ele a Brama e você pode assistir à noite a este acontecimento anual.

Chegou o outono e a floresta veste-se de muitas cores!

É a altura do ano mais colorida, os vários tons de verde vão dando lugar a amarelos, laranjas, vermelhos e castanhos, com mais ou menos intensidade mas resultando sempre numa mudança profunda da paisagem. É como se a floresta fosse um palco que se apresenta com um novo cenário. O Sol, mais baixo, projeta a luz com menos intensidade, contribuindo para a sensação de tranquilidade que envolve a floresta.

O Outono é também denunciado pelo ritual de acasalamento dos veados. Os machos tornam-se mais facilmente observáveis, deslocando-se de forma energética entre territórios, tentando dar nas vistas. Ao cair da noite e ao amanhecer bramam em tom altivo para atrair as fêmeas e afastar os outros machos. Marcam os seus territórios deixando golpes fundos que fazem com o bater das hastes em jovens pinheiros bravos, sinalizando com toda a sua força, a sua dominância.

Durante este período que se denomina a brama, para além de emitirem sonoros berros, os machos lutam entre si. Ao chocarem, encaixam as hastes uns nos outros, sendo vencedor o que empurrar mais. Estes comportamentos servem para defender ou reclamar novos territórios e para atrair as fêmeas. A brama prolonga-se durante cerca de um mês durante o qual os machos pouco se alimentam, terminando a época de reprodução bastante enfraquecidos.

Pelo tom da brama, mais grave ou mais aguda, os machos percebem a corpulência de quem brama, decidindo assim se vale ou não a pena desafiarem o rival.

Os combates implicam grandes perdas calóricas e há a probabilidade de se ferirem, de modo que são evitados até ao último momento. Se a corpulência dos machos for semelhante e se a brama não dissuadir o rival, então lutarão até que um desista. Muitas vezes observam-se machos a caminharem lado a lado, bramando sem que haja contato visual. Subitamente, um movimento brusco, um toque, despoleta a luta violenta com pó, destruição de vegetação, corpos arqueados e de respiração ofegante. Esta disputa pode durar apenas alguns segundos, terminando com uma corrida rápida do vencido muitas vezes com o vencedor no seu encalço.

Com esta temática e formando um pequeno grupo, vamos percorrer em carro electrico e a pé o vale principal e um alto, um dos territórios mais desejáveis para o macho dominante.

Sob a capa das estrela iremos descobrir as sensações; os cheiros e os sons da noite, os animais noturnos da Tapada, a brama e os rituais de acasalamento.

Teremos tempo ainda para uma conversa com o Falcoeiro Miguel Gomes sobre a velada, a conquista da confiança da ave .  Esta primeira aproximação, embora rápida, é de presença constante e chama-se velada porque era feita em tempos idos à luz da vela, durante a noite.

Por falar em cortejar, em tempos de idade média, quantos falcoeiros terão usado o voo das suas aves na corte às donzelas?

Haverá ainda tempo para um chá com acompanhamento doce para reforçar as capacidades para a caminhada ainda que parte da visita será feita em carro elétrico.

Com duração estimada entre as 2h30 a 3h, inicia-se no portão principal da Tapada Nacional de Mafra às 20h.

Adquira os seus bilhetes on line, ou em qualquer loja da rede Blueticket (worten, FNAC, El corte Inglês) mas não perca este evento anual.



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